vamos falar sobre permeabilidade intestinal e disbiose?

Atualizado: Fev 2

A síndrome do intestino permeável, também conhecida como permeabilidade intestinal, ocorre quando toxinas e bactérias (e outras substâncias), atravessam a parede intestinal e chegam a corrente sanguínea. É importante ressaltar, que as paredes do intestino devem ser permeáveis ​​até certo ponto, pois é dessa forma que os nutrientes dos alimentos que ingerimos entram no corpo, enquanto partes dos alimentos que não podemos usar continuam no intestino e são excretados. Idealmente, a barreira do intestino é tão eficaz que apenas pequenos nutrientes podem ser absorvidos pela corrente sanguínea, enquanto toxinas e microrganismos permanecem no caminho certo para serem excretados. O problema é quando essa barreira é lesionada e fica "frouxa" permitindo então que substâncias indesejáveis entrem na corrente sanguínea, favorecendo o desequilíbrio entre bactérias protetoras e patogênicas, o que chamamos de disbiose.

Mas por que ocorre essa permeabilidade? Muitos fatores podem levar a um quadro de intestino permeável, como o uso constante de analgésicos e anti-inflamatórios, antibióticos e corticoides, ou mesmo uma rotina estressante e quadros constantes de ansiedade, consumo diário de alimentos industrializados ricos em glúten, conservantes e farinhas refinadas, além de alimentos pró-inflamatórios e de consumo abusivo de álcool. Os sintomas mais comuns, são: náuseas, gases e arrotos, queda de cabelo, distensão abdominal, diarreia e prisão de ventre, má formação das fezes, cansaço, dores de cabeça principalmente após ingestão de alimentos, candidíase de repetição e dores articulares.


A síndrome do intestino permeável pode desencadear respostas imunológicas e comprometer o sistema digestório, pois interfere na produção de enzimas necessárias para uma digestão adequada e absorção de nutrientes. Alguns estudos também relacionam o intestino permeável a doenças autoimunes e doenças crônicas. O desequilíbrio entre as bactérias saudáveis e patogênicas no intestino (disbiose), acarreta um grande comprometimento na saúde intestinal, pois a microbiota saudável ajuda a digerir os alimentos e a produzir ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e proteínas, que são parcialmente absorvidos e utilizados pelo nosso corpo. Além disso, participam de funções metabólicas e nutricionais importantes, incluindo a hidrólise de ésteres de colesterol e a utilização de carboidratos, proteínas e lipídeos. Outro ponto importante atribuído às bactérias saudáveis é o suprimento de vitamina K, vitamina B12, tiamina e riboflavina para o organismo.


As mudanças na alimentação estão entre as opções de tratamento recomendadas para reversão de um quadro da síndrome do intestino permeável. Recomenda-se a retirada de alimentos pró-inflamatórios e do glúten em especial, pois ele ativa uma proteína chamada zonulina, responsável por "afrouxar" as junções das paredes intestinais.


Então o que devo comer?


Gorduras saudáveis:

Procure fontes de gordura de qualidade, como nozes, sementes, abacate, azeite e óleo de coco. Não consuma óleos vegetais ultra refinados, como milho e soja, que podem promover a inflamação.


Carboidratos ricos em fibras e com baixo índice glicêmico:

Pense em folhas verdes e vegetais crucíferos como rúcula, brócolis, couve, couve-flor. Essas são uma ótima fonte de fibras prebióticas, que podem ajudar a alimentar as bactérias probióticas ​​em seu intestino e que são essenciais para a saúde intestinal.


Carboidratos de absorção mais lenta:

Pense em vegetais como batata doce, batata baroa, mandioca e abóbora. Acrescente também frutas ricas em fibras como maçãs, kiwi, pêra, abacate dentre outras. E grãos ricos em fibras, como aveia em flocos e quinoa, no lugar de pães e grãos refinados.


Proteínas:

Inclua principalmente alimentos vegetais que sejam fontes de proteína como ervilha, semente de girassol, linhaça, lentilha, grão de bico e chia. E proteínas animais como peixe e aves. Se possível, prefira os animais com uma criação orgânica.


Caldo de osso:

Costumo ler muitos artigos em periódicos sobre alimentação saudável e estudos científicos e o caldo de ossos vem sendo citado muitas vezes como um ótimo alimento para o intestino. O colágeno presente nos ossos aparentemente, tem a função de proteger a mucosa intestinal e favorece a absorção de nutrientes. Além disso, o caldo ósseo também é uma fonte rica de glutamina, um aminoácido que fornece energia para as células do intestino delgado e outras células imunológicas e que favorece a diminuição da permeabilidade intestinal.


Adicione ainda à sua rotina


Suplemento de probiótico:

Boas bactérias intestinais, que são cruciais na prevenção da permeabilidade, portanto peça para seu médico ou nutricionista que lhe receite um probiótico altamente concentrado (25 a 100 bilhões de unidades). O consumo diário dessas bactérias pode ajudar a manter um equilíbrio saudável de bactérias em seu intestino, favorecendo a saúde das paredes intestinais.



Cuide do estresse:

Se você já ouviu falar da ligação direta existente entre o intestino-cérebro e se você já leu outros artigos do blog, sabe que nossa saúde mental pode ter um impacto direto no intestino. Outro texto que publiquei fala exatamente da relação entre o estresse e o intestino. Portanto, não é surpresa que o estresse crônico tenha sido associado ao aumento da permeabilidade intestinal. Logo, tente fazer algo que o ajude a relaxar regularmente. Yoga, meditação, relaxamento muscular progressivo, respiração profunda, apenas encontre algo que o faça desligar e encontrar o seu eixo. Assim, nesse momento de tranquilidade, nosso compra encontra equilíbrio em todos os aspectos.


Para outras orientações nutricionais e elaboração de um plano alimentar individualizado de acordo com as suas necessidades, marque a sua consulta: 61 9 98220051 ou contato@nutrichefbrasilia.com.br

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