tudo que você precisa saber sobre alergias alimentares

Alergias, sensibilidades e intolerâncias alimentares são um problema comum que afetam pessoas de todas as idades. E cada dia mais e mais pessoas se descobrem com algum desses problemas alimentares. Muitos estudos apontam a vida moderna, ligada a estresse, poluição, poucas horas de sono e dieta inflamatória com alimentos processados, como os fatores desencadeantes dessas condições de saúde.

Em quadros de alergias alimentares as proteínas encontradas em certos alimentos desencadeiam uma resposta imunológica em seu corpo. Os sintomas podem variar de acordo com os alimentos que causam a alergia e com a faixa etária do indivíduo. Em bebês, o primeiro sintoma de uma alergia alimentar pode ser identificado como uma erupção cutânea, seguida ou não de náuseas, vômitos e diarreia. Com mais ou menos um ano de idade, a urticária tende a surgir com menor frequência, e outros sintomas podem surgir como sibilos, falta de ar ou coriza ao comer alimentos que desencadeiam a alergia. Quando as alergias alimentares persistem em crianças mais velhas e em adultos, as reações tendem a ser mais graves. A gravidade dos sintomas de alergia alimentar pode variar um pouco, desde reações menores a efeitos colaterais mais graves, como anafilaxia, que é uma reação potencialmente fatal que pode ser desencadeada por doenças como alergia a crustáceos ou amendoim. Nos adultos, as alergias alimentares podem causar coceira na boca, urticária, eczema, inchaço (angioedema) e, ocasionalmente, coriza e asma. Em alguns casos podem surgir tontura e desmaio. Na vida adulta, a ingestão de uma quantidade mínima do alérgeno pode desencadear uma reação grave e súbita.


De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, as alergias alimentares afetam entre 4-6% das crianças e cerca de 4% dos adultos naquele país. Além disso, a prevalência (surgimento de novos casos) de alergias alimentares começou a aumentar lentamente ao longo dos anos. Curiosamente, estima-se que a incidência de alergias alimentares aumentou 18% entre 1997-2007 entre aqueles com menos de 18 anos.


Para diagnóstico são necessários exames clínicos, que geralmente envolve o consumo de uma pequena quantidade do alimento em questão para observação de possíveis sintomas. Também podem ser utilizados exames de sangue, que medem os níveis de anticorpos específicos no sangue para aquele tipo de alergia. Outra possibilidade é o teste cutâneo para detectar uma reação alérgica após o alérgeno suspeito ser colocado sob a pele. Todos esses testes devem ser feitos por um médico especialista.


Embora não haja cura para as alergias alimentares, existem vários tratamentos possíveis para amenizar o impacto que os sintomas têm sobre a saúde do indivíduo. A maneira mais comum de prevenir os sintomas é simplesmente evitar todo o contato com alérgeno em potencial. Aqui no blog temos algumas receitas que podem te ajudar.

Os sinais e sintomas de uma alergia alimentar podem variar amplamente em termos de gravidade. Os efeitos colaterais geralmente aparecem minutos após a exposição a um alérgeno e podem durar várias horas depois. Aqui estão alguns dos sintomas de alergia alimentar mais comuns: indigestão, náuseas, dor de estômago, gases e distensão abdominal, urticária, diarreia, erupção cutânea, coceira, inchaço dos lábios, língua ou garganta, lábios formigando, dificuldade ao respirar, congestão nasal, respiração ofegante, anafilaxia.


Mais de 160 alimentos podem causar uma reação alérgica em pessoas com essa prediposição. No entanto, de acordo com a Food and Drug Administration, oito alimentos respondem por cerca de 90% das reações alérgicas. Conhecidos coletivamente como “Big-8”, esses ingredientes devem ser identificados nos rótulos dos alimentos para ajudar os consumidores na escolha dos produtos que levarão para a casa. Inclusive, após a campanha "Põe no Rótulo" feita aqui no Brasil, as empresas são obrigadas a colocar até se o alimento tem chance de conter traços desses alergênicos.

Aqui estão algumas das alergias mais comuns:


1. trigo: pessoas com alergia ao trigo têm reação a algumas das proteínas específicas encontradas no trigo, resultando em sintomas como urticária, inchaço e problemas digestivos. A alergia ao trigo são mais comuns em crianças. No entanto, observe que essa condição não deve ser confundida com a doença celíaca, que é uma doença autoimune que causa distúrbios digestivos e é desencadeado pelo glúten, uma proteína encontrada no trigo e em outros grãos de cereais como cevada, centeio, espelta e na aveia por contaminação no plantio.


2. oleaginosas: alergia à castanhas está dentre as mais comuns, estima-se que afete cerca de 1% da população mundial. Essa condição causa uma reação alérgica à amêndoas, nozes, avelãs, castanha de caju e do pará, pistache e nozes. Embora os amendoim não faça parte da lista oficial das oleaginosas, por ser na verdade uma leguminosa, alguns indivíduos alérgicos a castanhas também podem ter alergia à amendoim também.


3. ovo: a alergia ao ovo é muito comum em crianças, mas costumam desaparecer mais tarde. Na verdade, de acordo com um estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, publicado em 2007, 68% das crianças com alergia ao ovo desenvolvem tolerância a partir dos 16 anos. Como o cozimento prolongado em altas temperaturas alteram as proteínas encontradas nos ovos, muitas pessoas com alergia podem consumir produtos cozidos sem experimentar quaisquer efeitos colaterais adversos. Bolos, tortas e fritadas podem ser alguns dos preparos possíveis para essas pessoas.


4. soja: consumir soja e produtos derivados como tofu, tempeh, molho de soja e leite de soja pode causar sintomas como congestão nasal, urticária e inchaço dos lábios, língua e garganta, em quem tem alergia. Esse tipo de alergia afeta mais comumente bebês e crianças pequenas, mas a maioria tende a superá-la em poucos anos.


5. leite: a alergia ao leite de vaca, ou alergia ao leite, é a alergia infantil mais comum, afetando 2 a 3% dos bebês no primeiro ano de vida. Felizmente, a maioria das crianças supera a alergia à proteína do leite antes de chegar à idade adulta. A resposta imunológica dirigida contra as proteínas do leite pode envolver mecanismos “IgE-mediados” ou “não-IgE-mediados”. Esses dois tipos diferem nos sintomas que geralmente apresentam e na rapidez com que aparecem, bem como na maneira como são diagnosticados. Independentemente da forma, o único tratamento eficaz é eliminar totalmente o leite e os produtos que contêm leite de sua dieta, incluindo queijo, iogurte, manteiga e sorvete.


ALERGIA É DIFERENTE DE INTOLERÂNCIA/SENSIBILIDADE?


As alergias alimentares envolvem uma resposta imunológica anormal. Essa resposta é desencadeada quando o corpo determina erroneamente que uma proteína encontrada em um alimento específico é prejudicial. As intolerâncias e sensibilidades, por outro lado, não envolvem realmente o sistema imunológico. Em comparação com as alergia alimentar, os sintomas da intolerância ou sensibilidade são geralmente relacionados a problemas digestivos.


A intolerância à lactose é um dos exemplos mais comuns de intolerância alimentar, que é causada pela falta de uma enzima específica (lactase) necessária para digerir a lactose no corpo. Muitos também têm sensibilidade a ingredientes como a cafeína, que pode causar problemas como ansiedade, insônia e nervosismo, mesmo quando uma pequena quantidade é consumida. A intolerância à frutose é outro exemplo.


NOTA DA NUTRI

Se você está procurando mais apoio e maneiras de eliminar ingredientes que você sabe que tem alergia ou intolerância, procure um nutricionista que seja especialista na área e que possa lhe ensinar como retirar esses alimentos e fazer substituições igualmente saborosas. Aqui na Nutri & Chef, oferecemos serviços como aulas de culinária e atendimento nutricional que irão lhe auxiliar a fazer a transição de maneira adequada e tranquila.


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